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Negociação Coletiva: V.Tal e NIO apresentam proposta, SINTETEL rejeita e cobra valorização para os trabalhadores

Nesta sexta-feira, 21 de agosto, o SINTETEL e a comissão de negociação da FENATTEL se reuniram com representantes das empresas V.Tal e NIO para iniciarem as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026.

Esta foi a primeira rodada de negociação, que teve como foco o aditivo das cláusulas econômicas para 2026/2027 e a jornada de trabalho, considerando que o acordo negociado no ano passado permanece vigente até 2027.

Propostas patronais não atendem os trabalhadores

A V.Tal e a NIO apresentaram uma proposta de reajuste que, na avaliação do SINTETEL, está muito abaixo das necessidades e  realidades dos trabalhadores.

A empresas alegaram que os acordos negociados em anos anteriores precisam ser ajustados, por estar atravessando um período complexo, marcado pelo processo de incorporação V.tal e Nio, embora tenha destacado que já estaria em recuperação.

Para o SINTETEL, as dificuldades alegadas pelos patrões não podem servir de justificativas para retirar direitos, reduzir benefícios ou impor perdas aos trabalhadores.

Entre os principais pontos apresentados pela V.Tal/NIO estão:
Reajuste salarial: 2,36%;
Piso salarial: R$ 1.688,25;
VR/VA: R$ 46,34;
VR/VA para horas extras: exclusão da cláusula;
Auxílio-medicamentos: reajuste de apenas 2,36%.

Quanto a jornada de trabalho, a proposta de ambas pretende piorar as condições do banco de horas e sobreaviso.

SINTETEL rejeita proposta e cobra avanços

O SINTETEL reprovou de imediato a proposta patronal apresentada, por entender que ela representa precarização das condições de trabalho. V.Tal e Nio são grandes empresas e precisam reconhecer e valorizar quem faz o negócio funcionar. 

O Sindicato também reafirmou sua posição contrária à contratação de trabalhadores como PJs para atividades-fim e por meio de plataformas, defendendo relações de trabalho dignas, protegidas e com direitos garantidos.

Direitos conquistados não se retiram. Avançam!

O Sindicato defende que a negociação seja utilizada para ampliar direitos e melhorar as condições de trabalho, e não para retirar conquistas históricas.

Entre as reivindicações apresentadas pela bancada sindical estão:
Reajuste dos salários e benefícios pelo INPC, acrescido de aumento real;
Criação de novos benefícios e manutenção dos já conquistados;
Isonomia de benefícios entre as diferentes regiões;
Fim da escala 6x1;
Valorização das condições de trabalho e respeito aos direitos dos trabalhadores;
Negociação efetiva da Pauta de Reivindicações aprovada pelos trabalhadores.

A posição do SINTETEL é clara: em direitos conquistados, não se mexe!

Se a empresa quer avançar, deve apresentar propostas que reconheçam o esforço de seus trabalhadores e contribuam para melhorar suas condições de vida. Afinal, são os trabalhadores que garantem a produtividade, a qualidade dos serviços e os resultados que sustentam o crescimento das empresas.

Próximos passos

Os representantes da V.Tal e da NIO se comprometeram a internalizar e avaliar as reivindicações apresentadas pela bancada laboral. Uma nova proposta deverá ser apresentada na próxima reunião de negociação, agendada para 08/09.

O SINTETEL continuará defendendo, com firmeza, os interesses dos trabalhadores.

Acompanhe os desdobramentos no site e nas redes sociais do Sindicato.