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SINTETEL participa de evento do Ministério das Mulheres em Fortaleza

O SINTETEL participou do Encontro de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, realizado nos dias 30 e 31 de março, em Fortaleza, por iniciativa do Ministério das Mulheres.

O evento reuniu 821 gestoras de 23 estados e do Distrito Federal, no Centro Universitário 7 de Setembro (UNI7). Representando o SINTETEL, Fenattel, Contcop e UGT Mulher, esteve a secretária da Mulher, Maria Edna Medeiros.

Abertura e anúncio de ações estratégicas
A abertura contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, que anunciou um conjunto de ações voltadas à promoção de direitos e ao enfrentamento da violência de gênero.

As iniciativas apresentadas têm como objetivo ampliar direitos, reduzir desigualdades e fortalecer uma agenda integrada de proteção, autonomia e justiça social para as mulheres em todo o país.

Durante a solenidade, a ministra recebeu o prêmio “Mulheres que Inspiram” e destacou:
“É muito bom saber que temos muitas mulheres e homens comprometidos com a construção de um mundo de paz, em que as mulheres sejam livres e protagonistas de suas histórias.”

Principais ações anunciadas

Entre as medidas divulgadas, destacam-se:
• Enfrentamento à violência de gênero em regiões prioritárias 
• Acesso à água em territórios quilombolas 
• Formação de lideranças femininas 
• Apoio a organizações da sociedade civil 
• Produção de dados para políticas públicas 
• Combate à misoginia no ambiente digital 

Também foram firmadas parcerias e acordos institucionais, além do lançamento de editais e programas com foco em políticas climáticas, prevenção à violência e fortalecimento da participação feminina.

Lançamento do RASEAM 2026

Um dos destaques foi o lançamento do Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (RASEAM 2026), apresentado pela secretária-executiva Eutalia Barbosa.
O documento, elaborado em parceria com o Observatório Brasil da Igualdade de Gênero, reúne dados sobre a realidade das mulheres brasileiras e orienta a formulação de políticas públicas e pesquisas.
O relatório está estruturado em sete eixos:
• Estrutura demográfica 
• Autonomia econômica e trabalho 
• Educação 
• Saúde e direitos reprodutivos 
• Enfrentamento à violência 
• Participação em espaços de poder 
• Cultura, comunicação e esporte 
Também foi anunciada a ampliação do acesso à plataforma DataMulheres, voltada à disseminação de estatísticas de gênero.

Oficina sobre mulheres e emergências climáticas
A programação incluiu a oficina “Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas”, conduzida pela secretária Sandra Kennedy.

A atividade apresentou diretrizes para incorporar a perspectiva de gênero na gestão de riscos e desastres, desde a prevenção até a reconstrução.

Segundo a secretária, o protocolo contribui para pensar políticas que atendam às necessidades das mulheres em seus territórios, incluindo ações de prevenção, resposta a crises e recuperação com foco na autonomia econômica.

Integração e fortalecimento das pautas
A participação do SINTETEL reforça o alinhamento com organizações nacionais e internacionais na defesa dos direitos das mulheres.

O encontro promoveu a troca de experiências e a construção de estratégias integradas para enfrentar desafios como violência de gênero, mudanças climáticas e desigualdades sociais em diferentes regiões do país.

“Destaco as ações do Ministério das Mulheres voltadas à proteção, à informação e à formação, bem como o lançamento do RASEAM 2026.

É fundamental enfrentar a violência de gênero e combater a misoginia digital. O encontro consolidou uma agenda estratégica ao reunir dados técnicos e fortalecer parcerias sindicais, sociais e governamentais nos estados e municípios.

Essa integração representa uma excelente oportunidade para promover políticas de gênero mais eficazes, construídas a partir da escuta de quem atua diretamente na ponta, capaz de identificar desafios e organizar estratégias de enfrentamento.

O evento acerta ao transformar a pauta feminina em um compromisso coletivo, consolidando as políticas para mulheres como um pilar da soberania socioeconômica e da segurança pública”, avalia Maria Edna de Medeiros, secretária da Mulher do SINTETEL, da Fenattel, da Contcop e da UGT.